Cidades Educadoras: conceitos e princípios

Leia o texto Rede Brasileira de Cidades Educadoras Apresentação, entenda o que são Cidades Educadoras e quais cidades brasileiras pertencem a essa rede.

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Cidades Educadoras, Comunidade Aprendentes

“Comunidade(s) aprendentes: um futuro outro para as cidades e para os cidadãos” Resumo

A cidade é uma construção social historicamente enraizada.  Cidade é encontro e cruzamento de seres humanos livres, é concentração de população, de serviços e recursos, tantas vezes implantado isoladamente no mesmo território, é diversidade e diferença, é heterogeneidade de culturas, de grupos sociais, de modos de acesso aos benefícios sociais, de idades e estatutos, é diálogo e conflito contínuo de interesses entre cidadãos, é movimento e afirmação de múltiplos modos de vida, é progresso, bem-estar, é concentração de atividade econômica e geração de riqueza.

O mundo urbano é cada vez mais o mundo em que vive a humanidade. Os grandes problemas sociais são, em geral, problemas da cidade: caos urbanístico, insegurança e violência, degradação ambiental, enormes dificuldades de comunicação, ineficiência dos serviços públicos de promoção do bem-estar, gigantescas desigualdades sociais e focos crescentes de exclusão social.

Cidade e Educação estão hoje no centro do processo civilizatório.  A capitalização das cidades, e de seu mercado central, tornou-se um mercado simbólico total e globalizante, que descapitaliza os indivíduos e os distancia da vida em comum.

A educação é um direito e um dever de cidadania. Segundo Roberto Carneiro, a Educação é o princípio motor de inteligibilidade urbana, em que se instaura  atributo do aprendente: pessoas que aprendem, empresas que aprendem,   organizações públicas que aprendem  continuamente irão constituir as cidades do futuro.

Uma cidade educadora é uma sociedade que pode fornecer a todos múltiplas e flexíveis oportunidades de aprender. É uma rede de informações e conhecimento, feita de instituições fortes, de acordos, de associações de interesses e protocolos, projetos conjuntos e vínculos sociais, onde todos têm um lugar, independentemente de idade, sexo, origem social e nível de escolarização. Os cidadãos são atores de socialização, de capital social e comunicação intercultural, pois são atores de educação e formação nos espaços sociais ao longo da vida.

Em meio ao desordenamento urbano, às desigualdades sociais, à corrosão das identidades, individuais e coletivas, é necessário o fomento da comunicação cultural, promotora de educação e aprendizagem para participação social e para a criação de comunidades.

Numa cidade educadora, os “sistemas educativos” são organismos vivos, uma multiplicidade de instituições educacionais, horizontalmente, interdependentes. As tecnologias funcionam de forma agregadora, rompendo as fronteiras entre empresas, escolas, Universidades, agências de desenvolvimento, setor público, de forma a facilitar o intercâmbio de competência institucional e o fluxo de informação e conhecimento entre as comunidades aprendentes.

A interação nos ambientes virtuais e a promoção da aprendizagem na Educação à distância

Com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, os Ambientes Virtuais de Aprendizagem têm sido cada vez mais utilizados no ensino à distância. Os AVAs são mídias que utilizam o ciberespaço para armazenar e veicular conteúdos, de forma interativa. Segundo Pierre Lévy, “um computador é uma montagem particular de unidades de processamento, de transmissão, de memória e de interfaces para entrada e saída de informações” (LÉVY, 2010, p. 44), entende-se, pois, que o ciberespaço é uma espécie de “tecnocosmos”, em que o computador não é um centro de transmissão de informações, mas uma rede com “funções pulverizadas”, tecnicamente, é uma espaço “hipertextual, disperso, vivo, fervilhante, inacabado: o ciberespaço em si” (LÉVY, 2010, p. 45). Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem, nesse contexto, são tidos como ferramentas de uso didático, com o intuito de promover a comunicação dialógica e produtora de saber entre usuários que se encontram em processo de aprendizagem online. O ensino ocorre de maneira mútua e colaborativa, possibilitando a troca de conhecimento não hierárquica, devido ao fato de, nesses ambientes, ocorrer a produção de conhecimento de forma difusa, colaborativa e diversificada. Essa nova dinâmica possibilita que o aluno seja, também, sujeito do ato educativo, com capacidade para desenvolver múltiplas relações com o saber, quer sejam habilidade de comportar-se e falar apropriadamente em qualquer situação; múltiplas funções cognitivas; construção dinâmica do saber, etc. Os AVAs podem integrar várias mídias, linguagens e recursos, com formas de comunicação sincrônicas e assincrônicas, agregando flexibilidade (organização do ambiente virtual de acordo com as características e necessidades do público-alvo), navegabilidade (acesso fácil a todas as partes do ambiente virtual) e acessibilidade (acesso ao curso com diferentes níveis de autorização). Tais ambientes proporcionam à modalidade de ensino em Educação à Distância suportes virtuais para práticas comunicacionais e informativas, através do desenvolvimento de metodologias personalizadas, ou seja, é preciso que haja um projeto metodológico do uso das ferramentas que corresponda à natureza do curso oferecido e alcance o perfil do público-alvo.

Referências Bibliográficas:

http://www.nead.feituverava.com.br/index.php/faq/30-o-ambiente-virtual-de-aprendizagem http://pt.slideshare.net/JooAraujo2/hipertexto-e-generos-digitais1-novas-formas-de-construo-de-sentido-16193892 http://br.librosintinta.in/abc-da-ead-mattar-livro-de-metodologia-pdf.html

PRIMO, Alex. Interação Mútua e Reativa: uma proposta de estudo. Revista da Famecos, nº 12, p. 81-92, jun, 2000. _______________. Ferramentas de interação em educacionais mediados pelo computador. Educação, v. XXIV, nº 44, p. 127-149, 2001.